Taka prevê R$ 46,8 milhões a menos para a Saúde de Diadema em 2027
Proposta reduz verba da pasta em 5,9%, embora o orçamento municipal deva crescer 3,73%; Educação terá aumento de recursos
A gestão do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi – MDB, prevê reduzir em R$ 46,8 milhões os recursos destinados à Saúde em 2027. Enquanto o orçamento geral do município deve crescer, a proposta encaminhada pelo Executivo diminui em 5,9% a verba da pasta na comparação com os valores previstos para 2026.
Pelo projeto da LOA – Lei Orçamentária Anual, a Saúde passará de aproximadamente R$ 795 milhões para R$ 748 milhões. Em contrapartida, o orçamento total da cidade deverá subir de R$ 3,034 bilhões para R$ 3,147 bilhões, uma expansão de 3,73%.
Com isso, a Saúde representará cerca de 23,8% do orçamento municipal previsto para o próximo ano. A comparação, contudo, considera os valores das peças orçamentárias, que são autorizações e estimativas de gastos, e não necessariamente as despesas efetivamente realizadas.
Prioridades
Na Educação, por outro lado, a administração projeta ampliar os recursos de R$ 595 milhões para R$ 640 milhões. O crescimento previsto é de 7,6%, com a área respondendo por aproximadamente 20,3% do orçamento de 2027.
Dessa forma, a proposta estabelece trajetórias distintas para duas das principais áreas de atendimento à população: a Educação ganha recursos, enquanto a Saúde perde espaço financeiro mesmo diante da expectativa de aumento da arrecadação municipal.
Equilíbrio
Em nota, a Prefeitura afirmou que o planejamento procura conciliar as necessidades do município com os recursos disponíveis. Nesse sentido, informou que busca “preservar o equilíbrio fiscal e ampliar a capacidade de investimento por meio da captação de recursos externos e de outras fontes legalmente admitidas”.
A manifestação, porém, não detalha quais serviços, contratos ou ações deverão absorver a redução prevista na Saúde. Assim, permanece sem esclarecimento, nas informações apresentadas, como a diminuição será distribuída dentro da pasta.
Região
No restante do ABC, o cenário predominante é de ampliação dos orçamentos e das verbas para Saúde e Educação. São Bernardo, por exemplo, projeta uma receita total de aproximadamente R$ 8,4 bilhões, com R$ 1,6 bilhão reservado para cada uma dessas áreas.
Santo André também prevê crescimento, com orçamento de R$ 6,242 bilhões e destinação de R$ 1,186 bilhão para a Saúde. Já Ribeirão Pires estima R$ 643,9 milhões no total, dos quais R$ 189,2 milhões deverão ser direcionados à pasta.
Em Mauá, por sua vez, a previsão orçamentária chega a R$ 2,262 bilhões, com R$ 562 milhões para a Saúde. São Caetano ainda não havia concluído a LOA, mas a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias, indica R$ 678 milhões para o setor, acima dos R$ 551 milhões previstos para 2026.
Rio Grande da Serra apresenta uma situação diferente: o orçamento total deve cair de R$ 187,6 milhões para R$ 167,2 milhões. Ainda assim, a previsão nominal para a Saúde permanece em R$ 39,6 milhões, sem aumento para compensar eventual inflação.
