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Ribeirão Pires inicia cadastramento de Casas de Axé para fortalecer políticas de igualdade racial

Iniciativa do COMPIR busca reconhecer comunidades tradicionais de matriz africana, ampliar o diálogo com o poder público e contribuir para o combate à intolerância religiosa

A Prefeitura de Ribeirão Pires, por meio do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR), está realizando o cadastramento das Casas de Axé do município. A iniciativa tem como objetivo identificar, reconhecer e valorizar os espaços de tradição de matriz africana presentes na cidade, além de reunir informações que contribuam para a formulação de políticas públicas de promoção da igualdade racial, respeito à diversidade religiosa e enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.

O cadastramento busca aproximar as comunidades de terreiro do poder público, permitindo conhecer suas realidades, necessidades e contribuições para a sociedade. A ação também pretende dar maior visibilidade ao trabalho cultural, religioso e social desenvolvido por esses espaços, que desempenham papel importante na preservação da ancestralidade, na transmissão de conhecimentos e no acolhimento das comunidades.

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Vinculada às ações de promoção da igualdade racial e inclusão social no município, a iniciativa reforça a importância da participação das comunidades tradicionais na construção de políticas públicas mais representativas. As informações reunidas poderão subsidiar o planejamento de ações nas áreas de cultura, educação, saúde, assistência social e garantia de direitos, respeitando as particularidades e a autonomia de cada comunidade.

Para o vice-presidente do COMPIR, Alexandre Luiz de Souza, que também é babalorixá do Ilê Asé Oya Ati Oluaye, localizado na Quarta Divisão, o cadastramento representa um passo importante para o reconhecimento das comunidades tradicionais de matriz africana e de suas contribuições para Ribeirão Pires.

“Não se trata apenas de contar quantos terreiros existem em nosso município, mas de conhecer suas realidades, suas necessidades, suas contribuições culturais e o importante trabalho social que desenvolvem junto à população. As Casas de Axé são espaços de fé, acolhimento, preservação da ancestralidade, transmissão de conhecimentos e solidariedade. Entretanto, muitas vezes, suas atividades e demandas permanecem invisíveis para o poder público”, destacou Alexandre.

O vice-presidente também ressalta que o processo deve ser conduzido de forma voluntária, participativa e respeitosa, garantindo a liberdade religiosa, a privacidade e a autonomia das comunidades cadastradas.

“Conhecer para reconhecer. Reconhecer para planejar. Planejar para garantir direitos. Uma política pública eficiente começa com o conhecimento da realidade da população que pretende atender. Valorizar as Casas de Axé é também valorizar a história, a cultura, a resistência e a contribuição do povo negro para a construção de nossa sociedade”, completou.

Além de contribuir para o mapeamento das comunidades tradicionais, o cadastramento representa uma oportunidade de fortalecer a participação social e ampliar os canais de diálogo entre os representantes das Casas de Axé e o município. A proposta é que o levantamento auxilie na identificação de demandas e no desenvolvimento de iniciativas voltadas à valorização da diversidade cultural e religiosa de Ribeirão Pires.

O cadastramento deve ser efetuado por meio do Google Forms: Acesse aqui.

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