São Caetano do Sul realiza oficina gratuita de dublagem pelo Pontos MIS
O auditório da Secretaria de Cultura de São Caetano do Sul foi palco, na tarde de terça-feira (20/10), da Oficina Livre de Dublagem – Captação e Edição. A capacitação gratuita integrou a programação do programa Pontos MIS, fruto de uma parceria firmada entre a administração municipal e o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS).
Imersão no universo audiovisual
Estudantes e trabalhadores que compareceram ao espaço cultural vivenciaram uma verdadeira imersão na sétima arte. Durante o encontro, os presentes absorveram conhecimentos fundamentais sobre locução, dublagem e técnicas voltadas para a captação de som.
História e evolução tecnológica
A condução da atividade ficou sob a responsabilidade de Ítalo Yuri, cinegrafista com trajetória superior a uma década no mercado audiovisual. A programação pedagógica teve início com um panorama histórico sobre a evolução do som cinematográfico e as transformações tecnológicas ocorridas ao longo das últimas décadas.
Prática com animação nacional
Na etapa seguinte, o instrutor promoveu um exercício prático. Os alunos dublaram um segmento da série de animação brasileira “Irmão do Jorel”, exercitando a sincronia labial, o ritmo e a entonação adequados para cada personagem.
O professor de Língua Portuguesa e Literatura do Colégio Universitário USCS, Marcelo Smeets, aproveitou a oportunidade para explorar seu potencial vocal. “Adoro cinema e sempre gostei de brincar com a voz”, contou. Conhecido pelo timbre grave e por colecionar elogios, ele viu na iniciativa uma chance de desenvolver o dom.
Por sua vez, as estudantes de Teatro da Fundação das Artes de São Caetano, Mila Camolês e Laura Campos, buscaram novos recursos para enriquecer suas trajetórias artísticas. “Desde pequena eu fazia vozes brincando com as bonecas”, lembrou Laura. O que parecia apenas distração infantil mostrou-se um talento promissor, recebendo o reconhecimento imediato do instrutor. “Vocês estão ótimas! Parece até que já tinham feito dublagem antes”, elogiou Yuri, evidenciando como a vivência cultural pode pavimentar novos caminhos profissionais.
