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Lula e Haddad vencem em Diadema; Josa lidera entre nomes locais, mas cidade fica sem representantes na Alesp e na Câmara

Presidente e candidato ao Governo de São Paulo foram os mais votados no município; Josa Queiroz recebeu 59.381 votos para estadual, enquanto Márcio da Farmácia somou 22.643

Diadema manteve nas urnas deste domingo (4) uma votação diferente do resultado observado no conjunto do Estado de São Paulo. Lula (PT) foi o candidato à Presidência mais votado no município, enquanto Fernando Haddad (PT) superou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa estadual.

Nas eleições proporcionais, porém, o município terminou o primeiro turno sem eleger um representante diretamente ligado à cidade para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) ou para a Câmara dos Deputados.

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Entre os nomes locais que disputaram uma cadeira na Alesp, Josa Queiroz (PT) recebeu 59.381 votos. Márcio da Farmácia (Cidadania) terminou com 22.643 votos. Apesar das votações, nenhum dos dois conquistou mandato.

Lula vence em Diadema

Na corrida presidencial, Lula recebeu 125.594 votos em Diadema, o equivalente a 52,43% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) terminou em segundo lugar no município, com 89.832 votos, ou 37,50%.

A diferença entre os dois candidatos na cidade foi de 35.762 votos.

O resultado local contrastou com o desempenho no Estado de São Paulo. No território paulista, Flávio Bolsonaro terminou à frente, com 12.922.023 votos, ou 51,93%, enquanto Lula recebeu 9.505.413 votos, correspondentes a 38,20%.

No cenário nacional, a disputa pela Presidência avançou para o segundo turno. Flávio Bolsonaro encerrou a primeira etapa com 56.104.503 votos, ou 47,03%, contra 53.879.538 votos de Lula, equivalentes a 45,16%.

Haddad supera Tarcísio no município

Diadema também apresentou um resultado diferente do restante do Estado na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Fernando Haddad recebeu 110.289 votos no município, ou 50,15% dos votos válidos. Tarcísio de Freitas somou 107.394 votos, equivalentes a 48,83%. A diferença foi de apenas 2.895 votos.

No Estado, entretanto, Tarcísio garantiu a reeleição no primeiro turno, com 14.491.874 votos, ou 62,65%. Haddad ficou com 8.423.656 votos, correspondentes a 36,42%.

Dentro do ABC, Diadema foi a única das sete cidades onde Haddad terminou à frente de Tarcísio. O governador venceu em Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Josa recebe 59 mil votos, mas fica fora da Alesp

Na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, Josa Queiroz (PT) terminou a eleição com 59.381 votos.

Mesmo com a votação, o resultado não foi suficiente para garantir uma das 94 cadeiras do Legislativo paulista.

Josa recebeu 36.738 votos a mais que Márcio da Farmácia, outro dos principais nomes ligados a Diadema na disputa estadual. Em números absolutos, o petista alcançou mais que o dobro da votação obtida pelo adversário.

O desempenho também confirmou a vantagem que Josa já apresentava durante a campanha. Em levantamento do Instituto Nova S.P./Sebram realizado nos dias 26 e 27 de setembro, ele aparecia à frente de Márcio tanto no cenário espontâneo quanto no estimulado.

Márcio da Farmácia não consegue retornar à Assembleia

Ex-deputado estadual, Márcio da Farmácia (Cidadania) recebeu 22.643 votos e não conseguiu retornar à Alesp.

O político disputou a eleição pelo número 23233 e integrou a Federação PSDB Cidadania. A candidatura ocorreu dois anos depois de Márcio concorrer à Prefeitura de Diadema, em 2024.

Em 2018, ele havia sido eleito deputado estadual. Desta vez, porém, a votação não foi suficiente para conquistar uma cadeira.

Na comparação direta entre os dois principais candidatos locais a deputado estadual, Josa terminou com vantagem de 36.738 votos.

Dobradinha de Márcio e Alex Manente termina sem mandato

O resultado de Márcio da Farmácia também foi acompanhado pela derrota de Alex Manente (Cidadania) na disputa pela Câmara dos Deputados.

Manente recebeu 102.716 votos no Estado e terminou como o segundo candidato mais votado da Federação PSDB Cidadania, mas não conseguiu a reeleição depois de três mandatos consecutivos em Brasília.

A federação elegeu apenas Paulo Serra (PSDB), que obteve 132.866 votos.

Com isso, a dobradinha formada por Márcio para deputado estadual e Alex Manente para deputado federal encerrou a eleição sem conquistar cadeiras.

Diadema dá votos a deputados eleitos de outras cidades

Diadema – Wikipédia, a enciclopédia livre

Mesmo sem eleger um representante diretamente ligado ao município, eleitores de Diadema ajudaram a compor a votação de candidatos que garantiram vaga na Alesp.

Carla Morando (PSD) recebeu 11.312 votos na cidade, enquanto Barba (PT) obteve 8.401. Luiz Fernando (PT) somou 5.136 votos; Ana Carolina Serra (PSDB), 3.134; Ediane Maria (PSOL), 2.039; Atila Jacomussi (PRD), 1.799; Thiago Auricchio (PL), 562; e Rômulo Fernandes (PT), 270.

Todos conquistaram mandato na Assembleia Legislativa.

Município também fica sem representante próprio na Câmara

Na eleição para deputado federal, Diadema também terminou sem eleger um nome diretamente ligado à cidade.

O único candidato do ABC eleito para a Câmara dos Deputados foi Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André. Ele recebeu 132.866 votos no Estado, sendo 2.756 deles em Diadema.

Outros nomes conhecidos da região também ficaram sem mandato. Moisés Selerges (PT) recebeu 89.939 votos; Vicentinho (PT), 68.549; e Fernando Marangoni (Podemos), 67.111.

Simone Tebet lidera votação para o Senado em Diadema

Veja as propostas da candidata à presidência Simone Tebet

Na disputa pelo Senado, o comportamento do eleitorado de Diadema também destoou do resultado estadual.

Simone Tebet (PSB) foi a candidata mais votada no município, com 106.316 votos, seguida por Marina Silva (Rede), com 101.847.

Guilherme Derrite (PP) recebeu 95.421 votos na cidade, enquanto André do Prado (PL) somou 88.040. Apesar disso, foram Derrite e André do Prado os dois candidatos eleitos para representar São Paulo no Senado.

Com os resultados, Diadema encerrou o primeiro turno com um cenário particular: Lula venceu para presidente, Haddad terminou à frente para governador e Simone Tebet liderou a disputa pelo Senado no município, mas a cidade não conseguiu transformar as candidaturas locais em cadeiras na Alesp ou na Câmara dos Deputados.

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