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Vandalismo e furto de cabos prejudicaram atendimento em série de unidades de saúde de Mauá na última semana

Mauá registrou, em apenas uma semana, cinco ocorrências de vandalismo, invasão e furto em equipamentos públicos de saúde. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Zaíra 2, Santista e Itapark e as Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) Magini e Barão foram alvos de ações criminosas que comprometeram estruturas, interromperam serviços e prejudicaram moradores que dependem do serviço público.

O caso mais grave ocorreu na UBS Zaíra 2, que permaneceu fechada por uma semana após ato de vandalismo no fim de semana dos dias 17 e 18 de outubro. Os criminosos cortaram cabos de rede, reviraram móveis e sujaram paredes. Embora nenhum equipamento tenha sido levado, os danos inviabilizaram os atendimentos, que foram transferidos para as UBSs Zaíra 1, Zaíra 3 e Macuco.

Na UPA Magini, que funciona 24 horas e foi reinaugurada em março após ampla reforma, parte do mecanismo de descarga do vaso sanitário de um dos banheiros foi destruída após tentativa de furto. 

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Já no domingo (25), dia do segundo turno das eleições presidenciais, houve tentativa frustrada de arrombamento da UBS Santista. Na UBS Itapark, invasores furtaram a fiação elétrica, deixando a unidade sem internet e com problemas no fornecimento de energia. O prejuízo foi constatado nesta terça-feira (27), uma vez que a unidade permaneceu fechada na segunda-feira (26) em razão da antecipação do feriado do Dia do Servidor Público no município. Como consequência, os atendimentos odontológicos e a vacinação foram temporariamente suspensos e direcionados a outras UBSs.

A UPA Barão, fechada desde a noite de domingo (25) para o início das obras de reforma, também foi alvo de vandalismo. Cabos elétricos foram furtados, comprometendo o funcionamento do aparelho (switch de rede) responsável pela distribuição do sinal de internet para outros prédios públicos da região.

A ocorrência atingiu nesta quarta-feira (28) ao menos 15 equipamentos públicos, sendo seis escolas municipais, cinco UBSs (Jardim Mauá, Paranavaí, Zaíra 1, Santista e São João), duas UPAs (Barão e Zaíra), o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) São João e o Parque Ecológico Gruta de Santa Luzia. Apesar da interrupção do acesso à internet, o atendimento à população foi mantido em todos os locais afetados.

A Guarda Civil Municipal (GCM) prestou o suporte necessário aos funcionários das unidades de saúde envolvidas nas ocorrências. Nos casos em que houve danos materiais, os gestores dos equipamentos registraram boletins de ocorrência (BOs) para formalizar os fatos às autoridades competentes.

Além dos danos materiais, as ocorrências exigem reparos emergenciais e mobilização de equipes, desviando recursos públicos que poderiam ser utilizados na melhoria da assistência. O problema também é registrado em âmbito nacional. Segundo a Conexis Brasil Digital, que representa as principais empresas de telecomunicações e conectividade do Brasil, mais de 5,4 milhões de metros de cabos de telecomunicações foram furtados ou roubados no Brasil em 2023, prejudicando cerca de 7,6 milhões de pessoas.

Desde 2021, a gestão do prefeito Marcelo Oliveira vem promovendo a modernização da rede pública de saúde, em parceria com o governo federal, para fortalecer a estrutura de atendimento e aprimorar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

No primeiro mandato foram revitalizadas as UBSs Macuco, Kennedy, Zaíra 1, Carlina e Magini. Também foram realizadas a reforma da UBS Santista, a ampliação da UBS Parque São Vicente e a reconstrução completa da UBS São João, que se tornou referência da rede municipal.

Neste ano, além da Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Magini e Vila Assis, entregues após ampla reforma, a Prefeitura reinaugurou as UBSs Santa Lídia, Paranavaí, Flórida, Zaíra 3 e Oratório. 

Além disso, estão em andamento as obras de construções da quinta UPA, no bairro Santa Lídia, da 24ª Unidade Básica de Saúde (UBS), no Jardim Elizabeth, e da policlínica, na Vila Assis Brasil.

“Quando uma unidade de saúde é danificada, não é apenas o patrimônio público que sofre prejuízo. São os moradores que deixam de receber atendimento naquele local e precisam fazer deslocamentos maiores para outras unidades. Estamos investindo na modernização da rede para oferecer um serviço cada vez melhor, e essas ações comprometem esse esforço. Preservar os equipamentos públicos de saúde é proteger o direito da população ao atendimento gratuito”, afirmou Eliene de Paula Pinto, secretária municipal de Saúde.

A Prefeitura reforça que as unidades de saúde são patrimônio de toda a população e que a preservação é essencial para garantir a continuidade dos atendimentos e proteger os investimentos públicos. O município também orienta que, ao identificar movimentações suspeitas nas proximidades de equipamentos públicos, especialmente à noite, durante a madrugada e nos fins de semana, a população acione as forças de segurança.

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